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Este Blog tem o intuito de informar sobre o incrível mundo canino. Aqui, todos encontrarão diversas dicas, postagens com fotos, conhecerão o meu trabalho, que é indivualizado e personalizado para cada cão, assim, compreenderão mais sobre o melhor amigo do homem.
Muitos já devem ter visto na TV ou em outro meio de comunicação a utilização de cães para auxiliar no processo terapêutico de pessoas internadas, de crianças e idosos. Esse trabalho é mundialmente conhecido como TAA – Terapia Assistida por Animais. A TAA consiste na interação do paciente com o animal treinado, dentro de hospitais, asilos, APAES, de forma a alegrar e permitir que ambos curtam um momento de carinho e lazer.
Existem provas científicas que a presença dos bichos favorece a saúde humana, a socialização das crianças, a aceleração no tratamento e a diminuição da dor. Dados mais impressionantes mostram que o batimento cardíaco e a pressão arterial diminuem bem como a liberação de substancias na corrente sanguínea que promovem o bem estar.
Quando comecei a minha carreira de adestradora comportamental tinha esse sonho de treinar cães para essa finalidade. Após anos de "projeto no papel" hoje estamos apresentando a Ponte Nova o PROJETO MELHOR AMIGO. Esse projeto é inovador e com grande potencial de crescimento.
Os cães do projeto foram avaliados passaram pelo processo de seleção e treinamento até se tornarem cães terapeutas. Vele ressaltar que esses cães participam de uma rigorosa rotina veterinária garantindo a eficácia do trabalho.
Sendo assim nossos cães estão totalmente preparados para irem até hospitais, APAES, asilos, creches e diversos outros locais para auxiliarem no tratamento e entretenimento dos pacientes, crianças e idosos.
Cléo (Labrador preto), Leka (Labrador amarelo) e Simba (Golden Retriever), são 3 lindos cães treinados para realizarem esse trabalho em Ponte Nova. Eles irão a todos os locais que solicitarem a nossa visita juntamente comigo e com seus tutores. Os cães irão interagir com as pessoas e pacientes, poderão ser tocados, irão fazer performances de adestramento, enfim, trabalhar da forma que o local permitir.
Já foram feitas 2 visitas a Creche Marcos Rodrigues Pereira, segue abaixo a foto de Leka e Cléo com as crianças.
O Projeto Melhor Amigo é totalmente voluntário e só foi realizado porque pude contar com o apoio de uma equipe comprometida, apaixonada por cães e preocupada com o bem estar das pessoas.
Quero agradecer a Josi e a Gabriela donas da Leka e Cléo pelo imenso carinho e dedicação ao projeto, sem vocês o PROJETO MELHOR AMIGO não iria sair do papel.
Agradeço também ao Mário proprietário da loja Casa do Pescador que patrocinou nossas camisetas e as faixas de identificação dos cães, integralmente. Obrigada pelo apoio.
Em breve estaremos colocando os novos patrocinadores do projeto.
"Os cães promovem o sorriso, e sorrir alivia dor, tristeza, e trás a paz interior.”
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Muitos se esquecem do quanto uma longa caminhada é importante para seu cão. Você seria feliz fechado entre quatro paredes o dia todo? Pois vejam que lindo o que esse dono fez pelo seu cão...com todas dificuldades, mesmo assim, o cão era feliz!!!!!
Sandy era uma cadela da raça Collie, muito amada pelo seu tutor, sua amiga de todos os momentos. Enfrentaram juntos um tumor ósseo que acometeu a saúde de Sandy, impossibilitando-a de andar e correr. Com paciência e carinho, seu tutor passou a levá-la para passear de carro, recarregando as energias com a brisa em seus rostos. Estes momentos foram gravados e agora formam uma homenagem para esta amiga que se foi em Março de 2010. Confira!
Aprenda como amenizar o problema.
Inicialmente preciso dizer que latir é uma condição natural do cão, é uma das suas formas de comunicação, portanto abolir esse ato é impossível. Latidos excessivos que são o problema, tanto para o dono, vizinhos e também para o próprio cão.
Normalmente esse hábito está ligado a estresse, ansiedade, medo, ociosidade, insegurança e vários outros conflitos internos no cão.
Nessas situações muitas vezes é culpa do próprio dono que, para fazer o cão parar de latir, acaba cedendo e dando o que cão quer. Assim, o animal logo percebe que quando late seu problema é imediatamente resolvido e, inconscientemente, os proprietários acabam ‘treinando’ o cão para latir excessivamente sempre que quiser alguma coisa.
O primeiro passo para resolver o problema é, sem dúvida, descobrir a causa dos latidos em excesso para posteriormente iniciar o tratamento. O trabalho de reabilitação só será bem sucedido se a causa do problema for pesquisada e se houver muita cooperação do dono do cão.
Alguns cães latem demais para chamar a atenção, pedir carinho, proteger o território (quando existe algo perigoso ou estranho por perto), por ciúmes, excesso de estímulos, condicionamento (latir quando tocam a campainha, por exemplo), tédio, solidão e, até mesmo, depressão.
Identificada a causa, é hora de por em prática algumas dicas para ensinar o cão a latir menos:
1- Se possível, elimine a fonte que estimula os latidos do cão: Se seu cão late muito quando vê pessoas, coloque uma barreira visual entre ele e a área externa isso até a reabilitação comportamental fazer efeito.
2- Faça com que sua saída e chegada em casa seja algo natural para o cão: Não faça “festa” com o cão imediatamente quando retornar para casa. Ignore-o a princípio e passada a euforia faça carinho e lhe dê atenção.
3- Não dê atenção ao cão até que ele pare de latir: Espere que silencie e se acalme e somente então faça o que ele quer.
4- Para que o cão não fique entediado com o silêncio, experimente deixar o rádio ligado quando você sai de casa: Hoje em dia existem no mercado pet CDs com músicas que relaxam e acalmam os cães.
5- Crie situações em que seu cão latiria em excesso (como, por exemplo, o toque do telefone ou da campainha): Repreenda-o imediatamente pelo mau comportamento e não esqueça de agradá-lo com um petisco ou carinho sempre que fizer algo correto.
6- Preste atenção a outras formas de comunicação utilizadas pelo cão: Quando esses sinais aparecem, atenda-o, assim ele aprenderá que não precisa latir para conseguir seu carinho e atenção.
7- Ensine ao cão o comando “quieto”: Sempre que o animal latir por mais de três vezes seguidas, o dono pode dar o comando “quieto” e assim que o cão começar a obedecer o comando recompense-o.
8- Exercite o animal diariamente com passeios e brincadeiras: Além de ajudá-lo a gastar as energias acumuladas durante o dia, as atividades físicas ajudam a combater e aliviar o estresse, além de trazerem inúmeros benefícios à saúde do cão.
Todas essas dicas são importantes, porém a ultima, sobre a caminhada é de longe a mais importante. Durante o passeio seu cão estará em plena sintonia com você, sentirá cheiros, barulhos, verá coisas diferentes. Isso o deixará extremamente relaxado e certamente os latidos excessivos irão diminuir.
O cachorro é mesmo o melhor amigo do homem, porém muitas pessoas exageram nos mimos com seus pet’s. Demonstrar carinho, afeto, amor, é importante e necessário para o bom relacionamento das duas espécies, agora, quando esse carinho extrapola as necessidades caninas e passa a suprir carências humanas o problema está instalado. O excesso faz mal ao cachorro, assim como faz mal a qualquer um.
“Valéria Olívia, professora do curso de medicina veterinária da Unesp (Universidade Estadual Paulista), explica que o “mau comportamento” dos cachorros, em geral, é resultado da forma como eles são tratados por seus proprietários”.
Particularmente concordo com a afirmação da veterinária. Os donos não fazem por mal, pelo contrário, a intenção deles é de fazer o melhor para o seu cão. Mas acabam pecando pelo excesso. Vejam esse caso:
Atendi um cão da raça Poodle de 2 anos, na época que morava em BH. A queixa do proprietário era que o cão não o obedecia na rua. Vendo por este lado é comum, muitos cães não obedecem seus donos na rua, porém quando avaliei o cãozinho percebi uma série de extravagancias vinda de seu tutor.
O cão de 2 anos, nunca tinha saído na rua antes, a não ser dentro do carro, “a rua é suja e o cão pode se contaminar”, afirmava o dono. O cão nunca tinha pisado no chão sem ser com uso de sapatinhos, até mesmo dentro de casa.
O cão possuía milhares de roupas, coleiras, mordomias e mimos, mas não teve o principal que precisaria para ser saudável e equilibrado. Não foi socializado, apresentava desvio de temperamento, estava com a saúde frágil, por nunca ter tido contato com o solo apresentava dificuldades em se locomover, as almofadas das patas era extremamente finas e apresentava dermatites entre os dedos.
Foi um trabalho complicado, junto com a veterinária na época, pois até engrossar as almofadas das patas e curar as dermatites levou tempo.
A agressividade do cão e desobediência foram trabalhadas de forma que o dono aprendesse a lidar com o cãozinho. Passado 5 meses de reabilitação o cão ficou bem, feliz, e caminhando na rua perfeitamente. Lembro que o dono do Poodle até se emocionou por descobrir como é bom ter um cão, e não um cão fantasiado de gente.
É apenas um exemplo para ilustrar até onde pode chegar os excessos de mimos, que fique claro, estou discutindo sobre excessos, e não cuidados básicos, como veterinário, banhos, boa ração, até mesmo roupinha para inverno...! Como diferenciar então, “excesso” de “cuidados”. Muito simples, o excesso limita a vida do cão, não supre suas carências natas, afeta seu comportamento e saúde, o excesso satisfaz o dono e não o animal e os cuidados só favorecem o bichinho.
A causa principal das travessuras dos cães é a abordagem equivocada de seus donos, que os criam como se fossem gente. Quando o animal é o centro das atenções, passa a não admitir a hipótese de se contrariado, ou corrigido. Como resultado, algumas pessoas se tornam escravas dos bichos.
Esse tratamento traz como possíveis consequências a ansiedade, o estresse, alterações comportamentais e alguns distúrbios específicos, podendo evoluir para o Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC).
Os cães mimados não sabem lidar com frustrações e com perdas, se tornam agressivos, dominantes e com questões complicadas de se resolver. Mas acreditem, mudando a postura do dono, o cão acompanha e melhora o comportamento na maioria das vezes. O mais difícil é mostrar ao ser humano que o cão precisa ser tratado como cão e que ele tem necessidades como cachorro e não como gente.
Se você conhece ou tem um cãozinho mimado, calma, não precisa apavorar! Tanto na parte física como psicológica existem métodos específicos para corrigir os maus hábitos, do cão e do dono também, assim as duas partes, humana e canina saem ganhando.
Cães não são como carros, que se pode visitar nas concessionárias, entrar dentro e até fazer test-drive. Cães também não são como outros bens que se compra e caso não funcionem direito joga-se fora. Cães que latem demais ou nada latem vêm com defeito? E cães de guarda que nada guardam? Enfim...“nós devolvemos e trocamos por outro”. É o que se ouve do vendedor…e o pior de tudo, o comprador troca mesmo a “mercadoria” se precisar.
Por tudo isso, a escolha tem que ser precisa, milimétrica e certeira. Não posso comprar um Pastor Alemão e depois pensar: - puxa, preferia um Chow Chow! Gostaria de frisar um ponto importante, não estou dizendo que existem cães que devem ser descartados, pelo contrário, pra todo dono há um cão compatível e mesmo se o que você adquiriu não for como desejava, com um bom adestrador comportamental tudo entra no eixo. Prém resolvi falar sobre esse tema para facilitar a vida das pessoas que querem um cão e por falta de compatibilidade de “gênios” se arrependem depois, ou melhor, o cão se arrepende por ter sido escolhido pelo dono errado (risos)!!!!!!!
De qualquer modo, a escolha é árdua, podendo consumir horas e até dias de pensamentos ansiosos. No fim das contas terá se passado um ano e você nem sabe se o Totó será preto, branco, castanho, sal e pimenta (essa é uma das cores do Schnauzer...) ou ferrugem (cor de alguns Terriers), se terá orelha pontuda, como a dos lobos (chamamos esses animais de cães tipo Spitz) ou caídas, como a do Basset Hound, se será atlético como um Weimaraner ou atarracado como um Buldogue Inglês.
Elaborei 6 ítens que irão facilitar a seleção do seu cãozinho.
1- Macho ou fêmea? Isso vai de acordo com seu conceito. Digo isso pois há pessoas que não querem macho por fazerem xixi pela casa toda e outros não querem fêmeas pelo fato de terem cio e sujarem o chão. Muito simples, castra-se os dois e o “problemas” está resolvido.
2- Adulto ou filhote? Ao meu ver, nada muda se for um cão adulto ou filhote, os prós e contras se anulam e o que vai pesar mais e será praticamente igual entre um e outro é o período de adaptação de ambos.
3- Aspéctos físicos I (mais importantes): Porte (mini, pequeno, médio, grande ou gigante), é bom verificar o espaço que o cão terá para se locomover dentro de casa. Quanto maior o espaço, maior pode ser o cão. Porém não se enganem, existem cães pequenos que precisam de muito espaço e cães grandes que vivem bem em apartamento. Esse ítem coloquei como mais importante, pois requer uma pesquisa minuciosa sobre o temperamento e necessidade da raça.
4- Aspéctos físicos II (menos importante): Pelagem (curto ou longo), sendo que pelos longos requerem banhos e rasqueamento mais frequentes do que curtos. Orelhas, focinho, olhos…enfim, características mais especificas, (particularmente esses são meros detalhes, mas tem gente que prefere cães de orelhas caídas, por exemplo).
5- Função: ALÉM DA COMPANHIA (todo cão quer e precisa de companhia do dono e não é só o dono que precisa disso), seu cão terá outra função? Como: Guarda, faro, trabalho com crianças, adestramento para apresentações, concurso de beleza….ou será seu cão de companhia sem outra função específica?
6- Energia (esse é o mais importante): Primeiro passo, como é a SUA energia: Alta, média ou baixa. “Mas o que isso quer dizer Marina????”….Muito simples…você gosta de sair pra correr, divertir, tá sempre disposto = ALTA; você tem dia que não está muito animado, mesmo assim faz um exerciciozinho, mas não é aqueeeela disposição e por outro lado tem dia que está mais animado = MÉDIA e por fim….você adooora um sofá, televisão, dormir, ver filme em casa = BAIXA. Parece engraçado, mas é a forma mais didática que encontrei para exemplificar níveis de energia, já que isso vigora nos cães também. Tem raças que exigem mais gasto energético, e outras que uma boa almofada é suficiente. Lembrando que todo cachorro precisa caminhar, a diferença é que uns mais outros menos.
OBS.: Esses 6 ítens são apenas para orientação.
Há espaço para todas as raças em todos os cantos do mundo, como há, ainda, espaço para todos os donos. Cabe a cada um de nós escolher o futuro “melhor amigo”, não com base em testes ou tabelas, mas por AFINIDADE. Não é mesmo possível, entre os homens e também entre os não-humanos, “selecionar” e “comprar” lealdade, fidelidade e amor. Isso vem com a empatia e com muitos e muitos anos de intensa CONVIVÊNCIA.