Sobre o Blog.

Este Blog tem o intuito de informar sobre o incrível mundo canino. Aqui, todos encontrarão diversas dicas, postagens com fotos, conhecerão o meu trabalho, que é indivualizado e personalizado para cada cão, assim, compreenderão mais sobre o melhor amigo do homem.






Alguns Alunos.


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terça-feira, 30 de outubro de 2012

MEU CÃO SABE QUE FEZ ARTE!

 

 

             

                      A antropomorfização é o fenômeno que nos leva a caracterizar sentimentos humanos nos comportamento dos nossos cães.

             cãozinho 2 Muitas pessoas veem no comportamento dos seus animais uma culpabilidade pelas suas ações erradas. Essa forma de se comunicar com o cão é extremamente prejudicial a ele.

 

Vou dar um exemplo clássico:

Normalmente as pessoas adquirem seus cães dando muita atenção nos primeiros dias e quando a rotina de trabalho volta ao normal o cão é deixado sozinho. 

Essa mudança deixa o animal confuso podendo ser traumática para ele que não entende porque está só.

Durante esse tempo, o cachorro vai tentar encontrar algo para se distrair, e normalmente investiga o ambiente que o rodeia através da boca e dos dentes, roendo e explorando.

Durante o dia, também terá necessidades fisiológicas e escolherá locais de maior absorção, como o seu tapete mais caro para fazer xixi!!!

Quando o dono finalmente chega a casa, o cachorro corre para recebê-lo, feliz, por reaver sua família. O dono, por sua vez observa o espetáculo medonho que o espera; tapetes com xixi, fezes por todo o lado, móveis roídos, lixo revirado. O dono, imediatamente, começa o escândalo de gritos e castigos ao cachorro e resolve fechá-lo em um cômodo sozinho (isso por que o cão já passou horas sozinho) acreditando que castigou o animal pelos erros cometidos durante sua ausência.

No dia seguinte o mesmo ritual se repete. O cão é deixado só, volta a ter os mesmos comportamentos e o dono volta a enlouquecer quando chega em casa, punindo novamente o cão pelo seu “mau comportamento”.

Ao terceiro dia deste ciclo horrível, quando o dono retorna para casa, a primeira coisa que vê é o cão cabisbaixo. Muitos se escondem debaixo de mesas ou sofás, outros oferecem a barriga ao dono, outros urinam. Estes comportamentos são imediatamente interpretados como culpa pelo dono.

 

Quem nunca falou ou escutou essas expressões:

“Meu cachorro já sabe que fez coisa errada”, “Ele tem que saber, senão porque é que viria com aquele ar de culpa, quando entro em casa?” ou “Meu cão esconde debaixo da mesa depois que faz arte.”.

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Simplesmente o que seu cão está tentando fazer são sinais de apaziguamento, ou seja, o seu cão aprendeu que após você se ausentar por um longo período ao chegar em casa irá castigá-lo.

Os sinais de apaziguamento englobam comportamentos como: urinar, virar a barriga para o ar, lamber os lábios, caminhar com o corpo rente ao chão, virar a cabeça, baixar a cabeça, esconder-se e colocar o rabo entre as pernas, esses são sinais que os cães enviam para comunicar calma e evitar confrontos.

Esses sinais não significam, de modo nenhum, que o cãozinho sabe que fez alguma arte e, aliás, o pobre cão não fez nada de mal, ele apenas se comportou como um cachorro, ele precisou fazer suas necessidades fisiológicas e fez, porque ninguém estava em casa para levá-lo à rua, ou lhe indicar o local adequado. Ele roeu os sapatos novos, porque foram deixados no chão, tem o odor do dono, e o cachorro gosta de roer para passar o tempo ocioso (tal como nós gostamos de ver TV para passar o tempo), por isso é importante brinquedos para ele se distrair.

Se o cão soubesse que está sendo repreendido pelas bagunças que fez, bastaria ser corrigido uma única vez para aprender a não repetir a façanha, de forma a evitar novos castigos no futuro, correto???????????

Tudo o que você faz ao seu cachorro se o castigar quando chegar em casa, por algo que ele fez há algumas horas atrás, é ensiná-lo que você é imprevisível, e que pode puní-lo incondicionalmente, sem motivo aparente. O cão perde a confiança no dono, fica com medo e acuado.

Os cães detestam brigas, poupe o seu companheiro dessas situações, que não são em nada benéficas.

Foque-se em ensinar a seu cão o que ele pode fazer. Lembre-se de que a memória canina é diferente da nossa, o cão precisa ser corrigido ou elogiado assim que realiza uma tarefa, passado esse tempo ele já não relaciona mais o motivo do agrado ou da bronca ao ato cometido.

Quando o cãozinho estiver só, restrinja os locais a que ele tem acesso em casa. Se o cachorro não tiver acesso ao sofá não vai roê-lo, se os sapatos não forem deixados no chão não serão destruídos e separe um local com jornal ou tapete higiênico para que ele faça suas necessidades fisiológicas. 

Retire os tapetes do chão, ou outros tipos de objetos, que possam ser alvos dos dentinhos do seu cachorro. Deixe vários brinquedos recheados de ração para ele se ocupar e poder roer a vontade. Assim que ele aprender o que pode e o que não pode poderá ficar livre em casa na sua ausência.

Prepare tudo para que o seu cachorro tenha excelentes oportunidades de fazer aquilo que você quer.

Acima de tudo, chegue em casa e ofereça um bom tempo de atenção e carinho para seu cão. Ele passou um dia inteiro à sua espera, e o que mais quer é estar contigo e partilhar a alegria de lhe ter como dono.

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Cão novo na família….e agora???

As pessoas ficam perdidas quando adquirem um novo cãozinho e já possuem outro em casa. Elaborei um passo a passo bem simples, mas de muita utilidade, para que haja harmonia na matilha. Lembrando que a castração ajuda muito nesse aspecto comportamental nos períodos de cio.

 

 

Passo I

Apresentação:

1- Num primeiro momento se preferir deixá-los separados; ou porque o cão novo é muito filhote, ou porque o mais velho já tem um histórico de agressividade é importante apresentar o cheiro inicialmente – afinal de contas é o mais interessante para os cães. Coloque na caminha do mais velho um paninho com o cheiro do mais novo. Assim o cão vai acostumando com aquele novo cheiro e ao conhecer o novo amigo vai se familiarizar mais rápido.

2- É ideal que a apresentação seja feita em ambiente neutro – na rua – por exemplo. Nesse caso precisa-se de uma outra pessoa para ajudar. Saia para passear com o cão mais velho e em determinado ponto, já combinado, encontre com o cão mais novo. Deixe que se cheirem (jamais coloque um cão para conhecer outro frente a frente, apresente o traseiro do cão mais novo para o mais velho, assim é uma forma de aliviar o estresse inicial) e voltem caminhando juntos para casa.

3- Quem entra primeiro em casa é o cão veterano e logo em seguida o novato.

OBS: Esse primeiro estágio é importantíssimo para ficar fixado na cabecinha deles o sentimento de matilha e agregação de um novo membro.

4- Permita que os cães se cheirem e se conheçam mais intimamente. Se o mais velho rosnar para o mais novo, deixe! Não interfira! É dessa forma que eles se comunicam e que o cão mais antigo mostra sua dominância e seu território. É importantíssimo esse tipo de comportamento. Observe como cada um se comporta e muito importante, mantenha sua energia calma.

OBS.: A maioria das pessoas não permitem que o cão mais velho corrija o mais novo, superprotegendo o recém-chegado, mimando-o e dando a ele mais atenção. Isso é um erro fatal. É preciso deixar eles se entenderem para o bando ficar equilibrado. Quando se tem mais de um cachorro o ideal é fazer esse exercício com o mais dominante primeiro e ir pegando um por um na apresentação até deixar todos juntos. Sem estresse e com muita calma. Se caso sentir muito receio procure um profissional para ajudar nesse primeiro contato.

 

 

Passo II

Exercício da comida:

1- Separe os potes com ração e deixe sobre uma bancada, ou cadeira por exemplo. Segure o pote do cão mais velho espere ele se acalmar e de a ração logo em seguida.

2- Espere o cão iniciar a refeição e faça o mesmo exercício com o mais novo. Deixando uma distancia de um metro e meio a dois metros, pelo menos, entre as vasilhas – no início.

3- Após eles comerem pode retirar as vasilhas.

OBS: Se o mais novo for tentar comer na vasilha do mais velho deixe e observe. Se o veterano corrigir o novato ótimo!!! Se ele não corrigiu você pode pegar o cão mais novo e mostrar que não é correto esse tipo de atitude.

 

 

Passo III

Exercício do passeio:

1- É o mesmo exercício da Apresentação, porém os dois cães saem juntos de casa, passando pela porta o mais velho primeiro e depois o mais novo.

OBS.: Se você já colocou os cães juntos e não teve a oportunidade de fazer a Apresentação deles conforme colocado anteriormente, você pode iniciar nesse passo – Exercício do passeio.

Situação especial:

Caso os cães foram apresentados de forma errada e estão brigando, deve-se fazer primeiramente o exercício do passeio e o da comida após meia hora. Deixe-os interagir por alguns minutos, retirando qualquer objeto que possa simbolizar disputa. Antes que eles briguem, ou que já imagine qualquer tipo de estresse, separe-os, deixando descansar e volte a repetir o exercício do passeio dentro de 2 horas no máximo, deixando-os soltos por mais tempo que no início.

É importante nesse caso que o dono dos cães entenda como funciona uma matilha, sendo importante um cão corrigir o outro e que não deve legitimar somente o novato. Normalmente essas brigas ocorrem por que os donos impediram essas correções.

 

 

Passo IV

Carinho e atenção

1- Sempre priorize os cães que já vivem na casa, para evitar qualquer tipo de disputa. Depois que a matilha já estiver equilibrada a ordem do carinho não importa mais.

2- É quase 100% de chance das pessoas ofertarem mais atenção e carinho ao novato. Fazendo com que o cão mais velho necessite intensificar sua posição de líder podendo ficar mais agressivo em suas atitudes. Por isso é importante deixar o cão líder da casa mais seguro e confiante.

3- Tudo para o cão veterano deve ser primeiro e logo em seguida ao novato.

4- Mostre ao cão mais velho que a presença do novo amigo é agradável, dando mais atenção a ele na companhia do recém-chegado.

5- Aos poucos a igualdade vai prevalecer e essa ordem já não terá mais tanta necessidade de ser seguida a risca. Porém sempre seja justo, tratando igualmente a todos sem superproteger nenhum deles.

 

 

Passo V

Conheça o seu cão

1- Antes de adquirir um novo cão perceba como é o seu amigo. Se é mais agitado, dominante, calmo, idoso, jovem, macho, fêmea, grande, pequeno...enfim...todas as características físicas e psicológicas.

2- Isso ajuda muito, pois é ideal que se escolha, no caso de pessoas que tem pouca experiência com mais de um cachorro, um cão de sexo diferente. É muito raro existir brigas entre cães de sexo oposto.

3- Depois avalie as características psicológicas do novato e veja se irá combinar com o cão que já possui. Se o seu cão é muito agitado opte por um cão mais calmo, se seu cão é mais dominante prefira os submissos, se seu cão é idoso é ideal que apresente a ele um cão mais tranquilo. Enfim...personalidades que irão se complementar.

OBS.: Essas dicas são para pessoas que não tem tanta experiência com cães, para facilitar a convivência entre eles. Caso a pessoa saiba como lidar com 2 cães dominantes, por exemplo, não tem problema algum.

 

 

E por fim, CASTRE seus amiguinhos para fechar com chave de ouro!!!!

 

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quarta-feira, 5 de setembro de 2012

COMO ESTRUTURAR UM PASSEIO COM SEU CÃO!

 

Elaborei algumas dicas para que o passeio com seu cachorro fique mais fácil e divertido, tanto para você quanto para seu pet.

 

 

1- Nunca saia com o cão quando ele estiver agitado e eufórico para passear. O ideal é esperar o cão acalmar e só depois colocar a coleira e sair de casa. Seja paciente e faça esse exercício de esperar todas as vezes que forem caminhar.

 

2- Ao sair não permita que o cão seja o primeiro a passar pelo portão, o ideal é saírem juntos. Caso o cão puxe e saia primeiro é ideal que volte ao ponto de início para sairem novamente.

 

3- Deixe sempre o enforcador no alto do pescoço, assim cães de médio e grande porte não irão puxar muito a guia. Mas lembre-se que o enforcador não é para enforcar, deve ficar frouxo.

 

4- Cães de pequeno porte não usam enforcador, devem usar uma coleira chamada de peitoral americana. Essa coleira permite que se façam correções efetivas ao cão, caso ele puxe.

 

5- Se caso o cão estiver puxando muito no passeio você tem 2 opções:

     1- Parar de caminhar e esperar o cão se aproximar de você reiniciando assim o passeio.

     2- Mudar de direção todas as vezes que o cão passar a sua frente.

Obs.: Com essas dicas o cão vai aprender a te seguir e andar junto.

 

6- Marque um tempo de 10 minutos de caminhada e 5 minutos para o cão cheirar, fazer xixi, investigar o local. É importante o cão ter o seu momento de liberdade na caminhada, e para ele o que mais interessa é cheirar e explorar o ambiente, por isso divida o passeio nesse momento mais relax.

 

7- O tempo de caminhada vai depender do dono e do cachorro. Mas em média são 3 tempos de 10minutos (caminhada) e 3 tempos de 5 minutos (descanso). Essa caminhada é o que chamamos de caminhada estruturada.

 

8- Ao voltar para casa deve-se seguir o mesmo processo da saída. Entre com o cão calmo e ao seu lado.

 

 

Importante: Cães de grande porte não podem se alimentar nem antes e nem depois da caminhada. O ideal é um intervalo de no mínimo uma hora entre a refeição e o passeio para se evitar a torção gástrica.

 

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quinta-feira, 16 de agosto de 2012

CÃO IDEAL

 

Cão ideal

O cão ideal é aquele que nasce com 4 patas e um focinho molhado,

O cão ideal é aquele que te lambe de manhã e transmite lealdade,

O cão ideal é aquele que te recebe todos os dias com muita saudade,

O cão ideal é o seu cão, que você escolheu, independente da idade.

É muito gratificante quando vou avaliar filhotes e tenho o prazer de conhecer um cão nobre e equilibrado. Semana passada fui avaliar uma ninhada de Rottweilers. Precisei me concentrar ao máximo, pois quem me conhece sabe, que sou apaixonada por essa raça e filhote é tudo de bom. Depois da avaliação é claro que beijei focinho por focinho e apertei um por um.

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Primeiramente conversando e conhecendo a dona da linda Nikita, pude ter certeza de que se tratava de um cão excepcional. Nikita é super dócil, carinhosa e gentil, menos se alguém pular o muro ou entrar sozinho...(afinal de contas é um belo cão de guarda). Ela me permitiu segurar seus filhotes com muita tranquilidade, não se preocupou nem ficou tensa. Avaliei todos detalhadamente e estão no padrão tanto físico, quanto o mais importante, temperamental. Faço aqui uma observação; esse tipo de avaliação só deve ser feito por profissional capacitado, pois exige uma abordagem específica.

Estou falando sobre isso para chegar ao ponto principal da nossa conversa, a EDUCAÇÃO. Esse fato todo de Nikita ser esse cão exemplar se deve a educação que ela tem. Nikita desde filhote foi muito bem socializada, passeia todos os dias gastando energia, e sua dona lhe oferece carinho e disciplina. Um detalhe de suma importância é que a bela Rottweiler fica solta pela casa toda e isso é fundamental.

Fico muito feliz quando vejo situações como essa!!!!! Uma Rottweiler que não me conhecia permitir que toque seus filhotes tranquilamente e ao mesmo tempo se demonstra a frente de alguma situação onde ela precisa expor uma energia mais forte, como por exemplo se alguém invadir a casa.

Os cães, incluindo os de guarda, devem ser socializados e permitidos de conviver com todas as pessoas, crianças e animais da casa e de fora, só assim ele saberá qual situação é uma real ameaça, se tornando um verdadeiro cão equilibrado.

O mito de que cão de guarda deve viver isolado e preso a uma corrente precisa ser quebrado o quanto antes, pois a maioria dos ataques se dá pelo fato do animal não ser socializado adequadamente e muito menos educado da forma correta. O principal erro é dos donos é de quererem blindar a casa com um cachorro...erro fatal!!!! Um cão ajuda a proteger sim, mas ele não deve perder a vida por ninguém. Antes de qualquer coisa o dono precisa gostar da raça de cachorro que está adquirindo e saber que tem um longo processo de educação pela frente, pois comprar um cão somente para trabalhar como guarda não é a melhor coisa a se fazer. Ame o cachorro antes de qualquer coisa.

 

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quarta-feira, 4 de julho de 2012

Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) em cães

 
 
O transtorno obsessivo-compulsivo (TOC) ou distúrbio obsessivo-compulsivo (DOC) é um transtorno de ansiedade caracterizado por pensamentos obsessivos e compulsivos no qual o indivíduo tem comportamentos considerados estranhos para a sociedade ou para a própria pessoa; normalmente trata-se de ideias exageradas e irracionais  manias e "rituais" que são incontroláveis. (Wikipédia)
 
          O TOC ocorre pelo decréscimo do neurotransmissor chamado de serotonina, hormônio responsável pelo bem estar do indivíduo. Da mesma forma que em humanos nos cães ocorre essa baixa hormonal considerável o que leva ao transtorno compulsivo ou ao agravamento dele. TOC se manifesta sob a forma de alterações comportamentais.
          Recebendo a mesma denominação anteriormente citada.
         O ambiente em que o cão vive e sua relação com o dono pode afetá-los profundamente, desenvolvendo distúrbios de comportamento permanentes. Os comportamentos compulsivos são muito difíceis de serem tratados, uma vez estabelecidos. Porém com um bom profissional orientando e trabalhando a psicologia comportamental do cão esse problema tente a diminuir e muito.
          Os cães estressados podem ficar repetindo o mesmo comportamento várias horas por dia, sem parar, mesmo que a causa original do estresse não esteja mais presente. Pode chegar até ao que chamamos desordem compulsiva, conhecida em humanos como TOC, ou Transtorno Obsessivo Compulsivo, onde o cão realiza o comportamento enquanto estiver acordado, só parando ao adormecer. Alguns lambem uma parte do corpo, outros andam em círculos, ou latem no mesmo tom e volume sem parar.
          A maioria dos casos de cães com Transtorno Obsessivo Compulsivo apresentavam os mesmos históricos ocasionadores de estresse acentuado. Infelizmente, pode acontecer que a raiz do problema esteja na condição de vida imposta pelo dono. Todos esses itens a seguir são apenas alguns dos motivos que proporcionam ao cão a tendência de se entediar e desenvolver hábitos destrutivos.
1- A vida do cão não pode ser um eterno competir com outros cães, pessoas, crianças, seja por comida ou atenção dono.
2- Cães contidos na corrente por longos períodos, longe do convívio com as pessoas não se socializam.
3- Cães que não tem diversão, que ficam muito tempo sozinhos.
4- Cães que saem pouco na rua e ao saírem para passear são impedidos de realizarem atividades típicas e necessárias dos cães, como cheirar outro cão. Podendo gerar um desequilíbrio enorme no animal.
5- Cães que vivem somente com seres humanos afastados de seus semelhantes estão mais aptos a desenvolverem problemas comportamentais.
6- Cães são sensíveis a relacionamentos instáveis, mudanças no grupo social e em alterações em sua própria posição social.
7- Cães que vivem em constante confinamento e sem qualquer estímulo. O espaço onde o cão vive deve oferecer conforto, segurança, higiene.
         
          O importante é identificar se o animal está manifestando algum comportamento compatível com estresse e tentar eliminar a fonte do problema. Desviar sua atenção com uma brincadeira bem interativa é uma boa opção, mas existem casos onde o cão precisa de passar por uma reabilitação comportamental.
          Para garantir a qualidade de vida do animal o ideal é proporcionar exercício físico e mental, colocar a disposição brinquedos e praticar atividades de interação entre dono e cão e cão e outro cão. A maneira correta para os donos prevenirem o estresse é criar uma rotina saudável para o animal. Cães que gastam energia são mais equilibrados.
          É necessário descobrir aptidões natas do seu animal, para ajudá-lo com mais efetividade. Cães que gostam de farejar, outros de corre, outros adoram uma caminhada, outros de nadar, enfim, atividades lúdicas e prazerosas.
          Você já se perguntou se seu cão é feliz??? Temos o privilegio de usufruir da melhor companhia que existe, a de um cachorro, porém não podemos esquecer de suprir as necessidades dele como animal. Feito isso tanto o dono como o cão estarão em plena sintonia.
 
“Os animais podem nos ensinar muito sobre os seus verdadeiros sentimentos basta apenas ter sensibilidade para deciframos suas atitudes.”
 
- Alguns vídeos que ilustram o TOC em cães -
























ADESTRAR É TUDO DE BOM!!!!

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