Sobre o Blog.

Este Blog tem o intuito de informar sobre o incrível mundo canino. Aqui, todos encontrarão diversas dicas, postagens com fotos, conhecerão o meu trabalho, que é indivualizado e personalizado para cada cão, assim, compreenderão mais sobre o melhor amigo do homem.






Alguns Alunos.


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segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

CUIDADOS BÁSICOS COM FILHOTINHOS

Caros leitores, mais um artigo sobre como cuidar de filhotes. Relembrando cuidados básicos e necessários!!!

                                        Todo mundo sabe que os filhotinhos são muito "fofos", "lindinhos" e trazem muita felicidade aos seus respectivos donos. Mas, para ter os filhotes em casa é preciso um cuidado redobrado, pois essa fase é extremamente importante.

                                        Cabe lembrar de que filhotes crescem, e quando estão grandes tudo fica mais difícil, portanto eduque seu filhotinho já pensando nele adulto. Por exemplo, o cãozinho poderá pular em você? Se a resposta for "não", entao não permita isso quando ele for filhote, mesmo se achar bonitinho.

                                        As primeiras noites são bem importantes, já que o seu cãozinho pode chorar muito. Não se irrite com o filhote, pois ele acaba de se afastar da mãe e dos irmãozinhos e está num período de adaptação. Os donos devem estar preparados para permitir que o filhote durma no mesmo ambiente que eles. Outra medida é levar para casa um paninho com o cheiro da mãe e dos irmãozinhos, pois ele está em um lugar desconhecido e longe de sua família. Não coloque ele no quintal ou na lavanderia, pois no começo isso pode proporcionar um trauma. Ao passar do tempo, o filhote vai se acostumando com as pessoas e o ambiente e poderá dormir em um local definitivo.
                                        As pequenas mordidas são normais nessa fase. Os dentes estão nascendo e a gengiva coça muito, por isso eles mordem tudo o que tem pela frente. Não adianta impedir que ele morda ou destrua alguns objetos. Dessa forma não deixe objetos valiosos em fácil acesso, para que o cãozinho não cometa erros, mas deixe vários brinquedos de borracha (que não solte pedaços) para ele se divertir.

                                        Você deve ensiná-lo a fazer as necessidades no local correto. Não é difícil, basta um pouco de dedicação do dono. O "banheirinho" deve ficar na periferia do cômodo, do lado oposto da cama e da comida, que devem ser colocados perto da porta. Controle o horário das refeições, pois eles fazem as necessidades logo que comem ou acordam. O dono deve levar o filhote no "banheiro" e parabenizá-lo depois de ter feito as necessidades. Quanto mais cedo ensinar melhor!

                                        Para finalizar, os donos devem apresentar tudo a seu "pequeno" até o terceito mês, para que ele não fique com medo das coisas. Pode conhecer outros animais, sair de carro para ver pessoas diferentes. Mas, ele nunca deve ir ao chão em lugares desconhecidos, pois pode se infectar com algum tipo de doença, já que não terminou de tomar as 3 doses da vacina.

                                        Filhotinhos são lindos e adoram brincar por isso tenha paciência, pois logo ele entenderá a rotina da família. Agora, se a dúvida persistir ou tiver dificuldades não tome atitudes sem conhecimento, chame um Adestrador Comportamentalista.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

COMO DENUNCIAR MAUS TRATOS AOS ANIMAIS.

 

Antes de qualquer atitude, certifique-se de que se trata de um caso de maus tratos e colha evidências, como fotos, filmagens e testemunhas que comprovem a situação. Sempre que possível, procure conversar com o agressor, salientando que os animais são protegidos por leis.

Seguem abaixo as leis que defendem os animais de maus tratos.

- Lei Federal Nº 9.605, de 12 de fevereiro de 1998, a "Lei dos Crimes Ambientais".
- Decreto Lei Nº 24.645, de 10 de julho de 1934, define maus-tratos aos animais.

Pela Constituição de 1998, os animais são tutelados pelo Estado, ao qual cabe a função de protegê-los. Os atos de abuso e de maus-tratos configuram crime ambiental e devem ser comunicados à polícia, que registrará a ocorrência, instaurando inquérito.

A autoridade policial está obrigada a proceder a investigação.


Como denunciar:

Toda pessoa que testemunhe atentados contra animais pode e deve comparecer a delegacia mais próxima e lavrar um Termo Circunstanciado, espécie de Boletim de Ocorrência (BO), citando a Lei Federal de Crimes Ambientais 9.605/98 e o Decreto Lei Nº 24.645/34

Caso haja recusa ao atendimento, cite o artigo 319 do Código Penal, que prevê crime de prevaricação: receber notícia de crime e recusar-se a cumpri-la.

 

 

Vamos todos fazer cumprir as leis!

Crime é crime independente da vítima!

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

ANSIEDADE DE SEPARAÇÃO

 

Esse artigo foi sugerido por minha prima Raissa. Branca, sua Cocker Spaniel, apresenta Ansiedade de Separação. Como é um problema encontrando com grande frequência no mundo canino moderno, elaborei esse artigo para orientar os donos. 

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É uma síndrome muito comum, se manifesta quando o cão não suporta ficar sozinho. Ocorre no momento de extrema ansiedade a liberação de vários neurotransmissores responsáveis pela agitação, como a adrenalina, por exemplo. O cão sente medo, acredita que foi abandonado, que não verá mais seu dono e sofre muito por conta disso. O cão apresenta também distúrbios comportamentais como destruir objetos, coçar freneticamente uma parte do corpo se ferindo, latindo e uivando em excesso, ou apatia, falta de apetite e prostração. Pode ocorrer em casos mais graves manifestações corporais desde taquicardia, aumento da frequência respiratória, hipersalivação e tremores.

 

 

Classifico basicamente em 3 classes a ansiedade de separação

1- A ansiedade de separação por medo: o cão sente medo de ficar sozinho, fica escondido e tende a destruir coisas próximas de onde ele se esconde, por exemplo, sua caminha, o forro do sofá ou pé da cama, por exemplo.

2- Ansiedade de separação por tédio: é o cão que não tem atividade de lazer e fica muito tempo sozinho procurando algo para se distrair, esse tende a destruir objetos que movimentam, são objetos aleatórios e em qualquer parte da casa.caes

3- Ansiedade de separação por apego excessivo: é o cão que depende emocionalmente do seu dono, que o segue pela casa toda, que exige carinho e atenção o tempo todo, esse cão quando deixado sozinho tende a ficar apático, ou destruir objetos específicos do dono, como os sapatos do dono.

 

 

 

Para cada idade do cachorro o tratamento será diferente. Filhotes, cães jovens e idosos terão protocolos distintos.

A ansiedade de separação é trabalhada juntamente com a personalidade do cão, ou seja, o treino é único e individual para cada cachorro, portanto não deve ser feito por alguém sem experiência, deve ser minuciosamente avaliado pelo profissional em reabilitação canina.

 

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Porém existem algumas dicas universais para você iniciar o tratamento do seu cãozinho.

1- Procure não fazer carinho no cão todas as vezes que ele pedir. Vá diminuindo aos poucos, com isso o cão não ficará dependente dos seus carinhos quando ele exigir.

2- Procure fazer carinho no cão quando ele estiver deitado, calmo ou quando estiver comendo. O que ocorre nesses casos é que quando o cão ansioso está exigindo carinho e você o obedece, você simplesmente está recompensando essa ansiedade do cãozinho, ou seja, acabou de ensina-lo que ser ansioso é algo positivo e recompensador.  Agora você irá trocar o momento do carinho, recompensando somente os momentos calmos do cão com afagos. Com isso ele aprende que ficando calmo vai ganhar atenção e o toque tão desejado. Ou seja, essa dependência tende a diminuir.

3- Todas as vezes que você for sair de casa, simplesmente saia, não faça rituais de despedida, falando que vai voltar, dando tchau, isso piora a ansiedade do cão, pois ele já sabe que vai ficar só e o fato de falar com o cãozinho você só fortalece a ansiedade dele. Então despeça das pessoas da casa antes, espere alguns minutos e saia. Se quiser pode fazer carinho no cachorro vários minutos antes de sair, quando ele ainda não percebeu que ficará sozinho. Quando voltar para casa faça a mesma coisa, espere o seu cão se acalmar para dar atenção. Com isso você ignorou o momento de ansiedade e recompensou o momento de calma. Esse treino é mais difícil para o humano do que para o cão, mas pense que você está ajudando seu melhor amigo.

4- Disponibilize um tempo para seu cão. Faça caminhadas diárias com ele, brinque, ajude seu cão da forma correta. Lembre-se que um cachorro precisa sair, passear, correr, proporcione isso a ele. Deixei essa dica por último para deixar registrado a sua importância. Pode fazer as 3 primeiras dicas, mas sem dúvida essa última é 50% do trabalho de reabilitação do seu cão. 

 

Nos cães o sistema cognitivo é um pouco diferente. Muitas pessoas tratam os cães como criança, é nesse tratamento que está o problema.

Vá mudando gradativamente seu comportamento, não mude drasticamente, o cão não deve sofrer com esse treino, pois a ansiedade irá aumentar muito se for feito de forma errada.

Essas dicas são muito eficazes, porém é uma das reabilitações mais complexas. Portanto se seu cão sofre de ansiedade de separação contate um profissional experiente.

 

Grande abraço

Marina Rodrigues – Profissional em adestramento e comportamento canino

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Final de ano chegou...e agora????

 
Quem tem cachorro em casa sabe do que estou falando. Final de ano pode simbolizar festa e divertimento para muitos, mas para algumas pessoas que possuem cães com fobia de fogos de artificio não é um período tão festivo assim.
Primeiramente é importante informar que tanto cães como os gatos escutam muito mais do que nós humanos, portanto o som estrondoso dos fogos afetam seus ouvidos de forma considerável.
 
 
Alguns sinais do medo excessivo:
1. Hipersalivação = babar
2. Falta de apetite
3. Aumento da frequência cardíaca e respiratória = respiração ofegante
4. Fuga = procura se esconder
5. Tremores
6. Vômito
7. Diarreia
8. Agressividade
9. Pupilas dilatadas
10. Corpo rígido e tenso
Esses são somente alguns sinais, se o seu cãozinho apresenta pelo menos 4 desses itens perante uma situação temerosa seria interessante buscar ajuda de um especialista comportamental.
 
 
Algumas dicas para ajudar seu pet.
1. Feche bem as portas e janelas para seu animalzinho não fugir.
2. Forneça alimentos leves e em quantidade reduzida. O medo pode prejudicar a digestão do animal.
3. Prepare um espaço na casa onde ele possa ficar e se sentir seguro. De preferencia um local que ele já conheça e goste. Cães são animais de toca, quando encontram algum abrigo aconchegante se sentem mais tranquilos.
4. Pode deixar nesse local um som ambiente (volume baixo) a luz pode ficar acesa, ou meia luz se preferir.
5. Próximo a caminha do cãozinho coloque uma blusa com o cheiro do dono e brinquedos.
6. Faça carinho no seu cão e converse com ele. Porém tome cuidado para não acariciá-lo quando estiver com medo, essa atitude só reforçará ainda mais a fobia do cão. O ideal é ficar sentado com ele por algum tempo, pode tocá-lo passando segurança ao seu pet, mas nunca fale com voz muito aguda (como se fala com bebê) e nem o acaricie de mais (não pegue no colo), pois isso reflete a ele que você também está com medo.
7. Antes que o seu cão entre no estágio de medo extremo procure distraí-lo. Utilize de brincadeiras e petiscos (pedaços pequenos). O ideal é você mostrar ao cão que esse momento é bom e recompensador.
8. Jamais deixe seu cão preso à coleira. Principalmente se ele sofre de fobia. Existem casos de parada cardíaca e morte por medo e falta de um esconderijo, por isso a importância do item 2.
9. Tratamentos com florais, acupuntura, homeopatia surtem muito efeito em grande parte dos casos.
10. Existe no mercado um colete “calmante” para vestir no seu pet. Alguns clientes tiveram bons resultados, já outros não tiveram resposta significativa. Isso varia muito entre os cães.
11. Uma boa caminhada, horas antes das festas, ajuda muito. Durante o passeio são liberadas substâncias pelo cérebro responsáveis pelo bem estar e prazer promovendo um relaxamento de todo o organismo do cão, diminuindo seu nível de atividade e melhorando o tratamento.
12. É importante trabalhar a reabilitação comportamental durante todo o ano e não somente nos períodos festivos.
Lembrando que os cães observam muito seus donos, por isso mantenha sempre a calma passando segurança ao seu amiguinho, com uma postura tranquila e pensamento sereno.
Seguindo as dicas acima seu pet vai poder curtir o natal e ano novo muito mais feliz!
 
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quinta-feira, 15 de novembro de 2012

COPROFAGIA

 
O que é, por qual motivo ele ocorre e como tratá-lo.
 
Coprofagia nada mais é do que o cão adquirir o hábito de comer fezes.
Vários donos sofrem com esse comportamento, um tanto estranho, mas que em alguns casos é muito natural. Por exemplo, uma cadela que dá a luz come as fezes de seus filhotes para higienizá-los e deixa o ambiente limpo. Porém quando o cão é adulto e apresenta esse comportamento algo errado está acontecendo e contribuindo para tal.
A avaliação do cão é fundamental para descobrir o motivo da coprofagia.
É interessante verificar em quais momentos o cão se comporta dessa forma, se é quando está sozinho, na frente dos proprietários ou em ambas as situações.
A frequência do comportamento também deve ser analisada com critério.
Observar se o cão tem preferência por ingerir somente as próprias fezes ou a de outros cães da casa.
Importante também verificar o uso de medicamentos, especialmente aqueles que podem ter efeito sobre o apetite canino.
 
Seguem algumas prováveis causas físicas.
1. Distúrbios gastrointestinais como deficiência na absorção dos nutrientes pelo organismo do cão podem levar à coprofagia. A má absorção gera fezes com alta quantidade de ingredientes não digeridos, o que as torna palatáveis aos cães.
2. Cães com verminoses podem sofrer de deficiência nutricional, que leva à possibilidade de ingestão das fezes como fator compensador.
3. A subalimentação, ou seja, uma alimentação pobre em nutrientes necessários para a perfeita saúde do cão, também é uma hipótese para surgimento da coprofagia.
Considerando que as causas da coprofagia podem ser orgânicas é importante que sejam feitos exames físicos e clínicos.
Descartadas as hipóteses de distúrbios patológicos ou nutricionais a coprofagia será diagnosticada como problema comportamental. Enumerei abaixo várias possibilidades para o surgimento da coprofagia para esse caso.
1. Cães que vivem confinados em áreas pequenas, onde os espaços para alimentação descanso e banheiro estão muito próximos.
2. Cães que ficam muito sozinhos e sem atenção podem desenvolver esse hábito para aliviar o estresse.
3. Cães podem comer as próprias fezes (ou de outros animais) para chamar a atenção do proprietário.
4. O cão pode estar brincando com as próprias fezes. Cães que não tem acesso a distrações mentais e possuem um baixo nível de atividade física, tendem a procurar outras ocupações.
5. A piora do quadro muitas vezes pode ser observada quando os proprietários preocupam-se em demasia com o recolhimento das fezes. Desta forma, do ponto de vista do cão, as fezes acabam sendo vistas como algo muito valorizado pelo dono, ou seja, um objeto que vale a pena ser “mexido”.
6. Cães que levaram muita bronca, quando erravam o lugar de fazerem suas necessidades podem com o intuito de esconder as fezes, comê-las, para não serem repreendidos.
7. Cães muito ansiosos ou compulsivos podem apresentar comportamento coprofágico.
 
Como ajudar seu cãozinho.
1. Primeiramente, o cão deve ser ensinado a fazer as necessidades num local determinado, que será seu “banheiro”.
2. Estes treinos devem ser feitos com a utilização de recompensas valorizadas pelo cão, que rapidamente aprenderá o local onde deve se aliviar e que fazer as necessidades tem uma consequência imediata e prazerosa.
3. Neste momento, sem que o cão perceba, jogar algo amargo e não tóxico nas fezes (produtos encontrado em Pet Shop), assim as fezes deixam de ser atrativas. Pode deixar o cão cheirar as fezes e a urina. Assim que o cão evitar as fezes irá receber o petisco, ou carinho.
4. Após estes procedimentos recolhem-se as fezes e urina calmamente preferencialmente longe da visão do cão (chame-o calmamente para outro cômodo da casa), assim esta atitude, de recolher as fezes, não será vista como uma competição com o dono.
5. Manter o “banheiro” longe do local de descanso e dos potes de alimentação, preferencialmente em lados opostos.
6. O enriquecimento do ambiente com objetos e brinquedos que mantenham o cão ocupado também auxilia na estimulação mental para que tenha menor probabilidade de se interessar pelas fezes.
7. Atividade física regular auxilia muito no tratamento, já que o cão terá um gasto de energia maior com outra atividade, ficando cansado e relaxado, lembrando sempre de respeitar os limites físicos do animal.
8. Além disso, existem alguns medicamentos (coprovet) que podem ser prescritos pelo veterinário, que tornam as fezes amargas, sendo um coadjuvante no tratamento. Administração de Probiótico também ajuda muito a absorver melhor os nutrientes da ração.
9. Não se deve dar bronca no cão quando este defecar em locais que não sejam seu “banheiro”, para que este não passe a associar o ato de defecar com uma consequência ruim, o que pode levá-lo a não querer fazer na frente dos donos e a comer as fezes para esconde-las, aumentando mais a ansiedade do animal.
10. Por fim, separe horários para as refeições. No máximo 3 vezes ao dia. Assim o cão comerá uma quantidade maior de ração em espaço de tempo maior, diminuindo a frequência de fezes. Um detalhe importante marque o tempo entre a refeição e a evacuação do animal, assim você já pode ficar atento para corrigi-lo.
 
De qualquer forma, o comportamento coprofágico deve ser encarado como algo possível de solução, mas que demanda bastante empenho e paciência para tanto.





































terça-feira, 30 de outubro de 2012

MEU CÃO SABE QUE FEZ ARTE!

 

 

             

                      A antropomorfização é o fenômeno que nos leva a caracterizar sentimentos humanos nos comportamento dos nossos cães.

             cãozinho 2 Muitas pessoas veem no comportamento dos seus animais uma culpabilidade pelas suas ações erradas. Essa forma de se comunicar com o cão é extremamente prejudicial a ele.

 

Vou dar um exemplo clássico:

Normalmente as pessoas adquirem seus cães dando muita atenção nos primeiros dias e quando a rotina de trabalho volta ao normal o cão é deixado sozinho. 

Essa mudança deixa o animal confuso podendo ser traumática para ele que não entende porque está só.

Durante esse tempo, o cachorro vai tentar encontrar algo para se distrair, e normalmente investiga o ambiente que o rodeia através da boca e dos dentes, roendo e explorando.

Durante o dia, também terá necessidades fisiológicas e escolherá locais de maior absorção, como o seu tapete mais caro para fazer xixi!!!

Quando o dono finalmente chega a casa, o cachorro corre para recebê-lo, feliz, por reaver sua família. O dono, por sua vez observa o espetáculo medonho que o espera; tapetes com xixi, fezes por todo o lado, móveis roídos, lixo revirado. O dono, imediatamente, começa o escândalo de gritos e castigos ao cachorro e resolve fechá-lo em um cômodo sozinho (isso por que o cão já passou horas sozinho) acreditando que castigou o animal pelos erros cometidos durante sua ausência.

No dia seguinte o mesmo ritual se repete. O cão é deixado só, volta a ter os mesmos comportamentos e o dono volta a enlouquecer quando chega em casa, punindo novamente o cão pelo seu “mau comportamento”.

Ao terceiro dia deste ciclo horrível, quando o dono retorna para casa, a primeira coisa que vê é o cão cabisbaixo. Muitos se escondem debaixo de mesas ou sofás, outros oferecem a barriga ao dono, outros urinam. Estes comportamentos são imediatamente interpretados como culpa pelo dono.

 

Quem nunca falou ou escutou essas expressões:

“Meu cachorro já sabe que fez coisa errada”, “Ele tem que saber, senão porque é que viria com aquele ar de culpa, quando entro em casa?” ou “Meu cão esconde debaixo da mesa depois que faz arte.”.

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Simplesmente o que seu cão está tentando fazer são sinais de apaziguamento, ou seja, o seu cão aprendeu que após você se ausentar por um longo período ao chegar em casa irá castigá-lo.

Os sinais de apaziguamento englobam comportamentos como: urinar, virar a barriga para o ar, lamber os lábios, caminhar com o corpo rente ao chão, virar a cabeça, baixar a cabeça, esconder-se e colocar o rabo entre as pernas, esses são sinais que os cães enviam para comunicar calma e evitar confrontos.

Esses sinais não significam, de modo nenhum, que o cãozinho sabe que fez alguma arte e, aliás, o pobre cão não fez nada de mal, ele apenas se comportou como um cachorro, ele precisou fazer suas necessidades fisiológicas e fez, porque ninguém estava em casa para levá-lo à rua, ou lhe indicar o local adequado. Ele roeu os sapatos novos, porque foram deixados no chão, tem o odor do dono, e o cachorro gosta de roer para passar o tempo ocioso (tal como nós gostamos de ver TV para passar o tempo), por isso é importante brinquedos para ele se distrair.

Se o cão soubesse que está sendo repreendido pelas bagunças que fez, bastaria ser corrigido uma única vez para aprender a não repetir a façanha, de forma a evitar novos castigos no futuro, correto???????????

Tudo o que você faz ao seu cachorro se o castigar quando chegar em casa, por algo que ele fez há algumas horas atrás, é ensiná-lo que você é imprevisível, e que pode puní-lo incondicionalmente, sem motivo aparente. O cão perde a confiança no dono, fica com medo e acuado.

Os cães detestam brigas, poupe o seu companheiro dessas situações, que não são em nada benéficas.

Foque-se em ensinar a seu cão o que ele pode fazer. Lembre-se de que a memória canina é diferente da nossa, o cão precisa ser corrigido ou elogiado assim que realiza uma tarefa, passado esse tempo ele já não relaciona mais o motivo do agrado ou da bronca ao ato cometido.

Quando o cãozinho estiver só, restrinja os locais a que ele tem acesso em casa. Se o cachorro não tiver acesso ao sofá não vai roê-lo, se os sapatos não forem deixados no chão não serão destruídos e separe um local com jornal ou tapete higiênico para que ele faça suas necessidades fisiológicas. 

Retire os tapetes do chão, ou outros tipos de objetos, que possam ser alvos dos dentinhos do seu cachorro. Deixe vários brinquedos recheados de ração para ele se ocupar e poder roer a vontade. Assim que ele aprender o que pode e o que não pode poderá ficar livre em casa na sua ausência.

Prepare tudo para que o seu cachorro tenha excelentes oportunidades de fazer aquilo que você quer.

Acima de tudo, chegue em casa e ofereça um bom tempo de atenção e carinho para seu cão. Ele passou um dia inteiro à sua espera, e o que mais quer é estar contigo e partilhar a alegria de lhe ter como dono.

ADESTRAR É TUDO DE BOM!!!!

ADESTRAR É TUDO DE BOM!!!!