Sobre o Blog.

Este Blog tem o intuito de informar sobre o incrível mundo canino. Aqui, todos encontrarão diversas dicas, postagens com fotos, conhecerão o meu trabalho, que é indivualizado e personalizado para cada cão, assim, compreenderão mais sobre o melhor amigo do homem.






Alguns Alunos.


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terça-feira, 2 de julho de 2013

CACHORRO MIMADO!!!

 

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Mimar o cachorro pode ser bom para você, mas não é para ele.

O cachorro é mesmo o melhor amigo do homem, porém algumas pessoas exageram nos mimos. Demonstrar carinho, afeto, amor, é importante e necessário para o relacionamento entre as duas espécies, agora, quando esse carinho extrapola as necessidades caninas e passa a suprir apenas as carências humanas o problema está instalado. O excesso faz mal ao cachorro, assim como faz mal a qualquer um.

Observo no meu dia-dia que a origem de muitos comportamentos “anormais” dos cães refletem a educação que estão recebendo dentro de casa. Os donos não fazem por mal, pelo contrário, a intenção deles é de fazer sempre o melhor para o seu cão, mas acabam pecando pelo excesso. Vejam esse caso que trabalhei:

Atendi um cão da raça Poodle de 2 anos, na época que morava em BH. A queixa do proprietário era que o cão não o obedecia na rua. Vendo por este lado é comum, muitos dos cães não obedecem seus donos na rua, porém quando avaliei o cãozinho percebi uma série de extravagancias vinda de seu tutor.

O cão de 2 anos, nunca tinha saído na rua antes, a não ser dentro do carro, “a rua é suja e o cão pode se contaminar”, afirmava o dono. O cão sequer pisava no chão sem ser com uso de sapatinhos, até mesmo dentro de casa.

O cão possuía milhares de roupas, coleiras, mordomias e mimos, mas não teve o principal que precisa para ser saudável e equilibrado. Não foi socializado, apresentava desvio de comportamento, estava com a saúde frágil e imunidade baixa, por não ter tido contato com o solo expunha dificuldades em se locomover, as almofadas das patas eram extremamente finas e continha muita dermatite entre os dedos.

Foi um trabalho delicado, junto com a veterinária na época, pois até engrossar as almofadas das patas e curar as dermatites levou tempo.

A agressividade do cão e desobediência foram trabalhadas de modo que o dono aprendeu a lidar com o cão de forma eficaz e natural. Passado 5 meses de reabilitação o cão ficou excelente e caminhando na rua perfeitamente. Lembro que o dono do Poodle até se emocionou por descobrir como é bom ter um cão, e não um cão fantasiado de gente.

É apenas um exemplo para ilustrar até onde pode chegar os excessos de mimos, que fique claro, estou debatendo sobre excessos, e não cuidados básicos, como veterinário, banhos, ração de boa qualidade, adestramento e até mesmo roupinha para inverno (esse último para algumas raças)...! Como diferenciar então, “excessos” de “cuidados” ? Muito simples! O excesso limita a vida do cão, não supre suas necessidades natas, afeta seu comportamento e saúde, o excesso satisfaz o dono e não o animal e os cuidados só favorecem o bichinho, promovem uma vida satisfatória e natural, assim como deve ser.

A causa principal das travessuras dos cães é a abordagem equivocada de seus donos, que os criam como se fossem gente. A forma de corrigir um cão e de se fazer entender é completamente diferente se comparado a uma criança. Mas muitos insistem em tratar o cachorro como um bebê. A partir daí o animal torna o centro das atenções, passa a não admitir a hipótese de ser contrariado, ou corrigido. Como resultado, algumas pessoas não conseguem ao menos acariciar mais os seus próprios cães.

Esse tratamento traz como possíveis consequências a ansiedade, o estresse, alterações comportamentais, fragilidade imunológica e alguns distúrbios específicos, podendo evoluir para o Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC).

Os cães mimados não sabem lidar com frustrações e com perdas, se tornam agressivos, intolerantes e com questões complicadas de serem resolvidas. Mas acreditem, mudando a postura do dono, o cão acompanha e melhora o comportamento na maioria das vezes.

O mais difícil nesse trabalho é mostrar ao ser humano que o cão precisa ser tratado como cão (nessa hora muitos donos já rebateram: “Que absurdo falar que um cão deve ser tratado como um cão”!). Mas, sem trocadilhos, é a pura verdade, um cachorro possui necessidade como cachorro e não como gente. O cão quer se esfregar na grama, quer cheirar o xixi de outro cachorro, cheirar o traseiro de outro cachorro, quer correr, pisar na terra, fuçar algum canto, enfim...quer ser cão. E cá pra nós não tem coisa melhor do que isso!!!

Portanto, deixe seu cãozinho viver como é da natureza dele.

Se você conhece ou tem um cãozinho mimado, calma, não precisa apavorar! Tanto na parte física como psicológica existem métodos específicos para corrigir os maus hábitos, do cão e do dono também, assim as duas partes, humana e canina sempre saem ganhando.

sexta-feira, 21 de junho de 2013

SÍNDROME DA DISFUNÇÃO COGNITIVA EM CÃES IDOSOS

 

 

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Quem tem um cãozinho idoso pode ter passado por essa fase onde o animal muda seu comportamento. Grande parte das pessoas não compreende esse fenômeno, na verdade fisiológico que acomete os cães de idade avançada.

A Síndrome da Disfunção Cognitiva em cães idoso (SDC) é a deterioração cerebral causada principalmente por problemas adjuntos à idade, em torno de 10/11 anos. As habilidades cognitivas do cão ficam prejudicadas ocasionando mudanças comportamentais muitas das vezes inesperadas pelo dono.

É importante frisar que um cão idoso vai sim diminuir sua atividade e preferir ficar mais quietinho, porém um cão com a SDC não possui esse processo normal de envelhecimento.

Existem cães com 10, 11 anos que brincam e se comportam como jovens, porém mesmo cães idosos que ficam mais reclusos mantem o humor e o relacionamento com o dono da mesma forma que antes. Já os cães com a síndrome mudam seu comportamento drasticamente pelo fato do grave processo degenerativo cerebral comprometendo suas funções cerebrais.

Imagens para melhor esclarecimento:

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=392541990851812&set=a.379769868795691.1073741833.359954727443872&type=3&theater

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=392541994185145&set=a.379769868795691.1073741833.359954727443872&type=3&theater

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=392542074185137&set=a.379769868795691.1073741833.359954727443872&type=3&theater

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=392542004185144&set=a.379769868795691.1073741833.359954727443872&type=3&theater

Entenda o que ocorre com o cérebro do cão com SDC

1) Alterações de neurotransmissores, incluindo a Dopamina, sendo esta, envolvida no controle de movimentos, aprendizado, humor, emoções, cognição, sono e memória.

2) A produção de serotonina e adrenalina, responsáveis por sensações de bem-estar e prazer também é comprometida.

3) Ocorre de maneira exagerada o depósito de placas amiloides no córtex cerebral e no hipocampo. Essas placas amiloides são proteínas que matam os neurônios que estão ao seu redor. Foto: https://www.facebook.com/photo.php?fbid=392542094185135&set=a.379769868795691.1073741833.359954727443872&type=3&theater

4) Níveis aumentados de monoamina oxidase B (MAOB) no cérebro. Essas enzimas são responsáveis pela degradação de neurotransmissores. Em níveis elevados causam déficits de transmissão nervosa.

5) Níveis aumentados de radicais livres que danificam as células sadias.

Sinais e sintomas da SDC:

1) Desorientação e confusão no seu ambiente. O cão fica perdido dentro da própria casa.

2) Vagueia sem rumo e fica com o olhar perdido

3) Olhar fixo para nada em especial

4) Acha com dificuldade as portas e saídas

5) Não reconhece as pessoas familiares

6) Não responde a estímulos antes agradáveis, nem ao seu próprio nome

7) Não exige atenção

8) Ao ser recepcionado não cumprimenta o familiar ou o recebe com pouco entusiasmado

9) Dorme mais durante o dia

10) Não responde ou altera o comportamento com os membros da família

11) Dorme menos durante a noite

12) Diminui drasticamente as atividades que antes lhe davam prazer

13) Perda do adestramento

14) Esquece onde deve dormir

15) Esquece o local correto de urinar ou defecar

16) Diminui a capacidade de aprendizagem

17) Late excessivamente

18) O cão fica cavando freneticamente a mobília da casa e passa a destruir objetos

19) Irrita-se com facilidade

20) Fica ofegante e inquieto a noite

21) Pode andar em círculos por várias vezes

Cães de raça grande ou gigante podem apresentar a SDC bem antes do que cães de raça menores por envelhecerem mais rápido. Veja a tabela de idade canina.

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=365124960260182&set=a.379769868795691.1073741833.359954727443872&type=3&theater

Tratamento:

1) Após uma avaliação minuciosa e com o diagnostico em mãos o médico veterinário deve orientar o dono quanto a saúde física do cão.

2) Com relação a parte comportamental o dono deve se ater para alguns pontos principais, como:

a) Não exija muito do seu cãozinho

b) Use comandos básicos que ele já conheça

c) Procure deixar mais de um local para ele fazer suas necessidades

d) O alimente mais vezes ao dia, com comida especial para a idade

e) Aproveite quando ele estiver querendo interagir e o respeite quando ele preferir ficar mais quieto

f) Sempre o mantenha aquecido e em local protegido

g) E o mais importante, entenda que o seu cão precisa de cuidados, amor e carinho, jamais o abandone ou se irrite com ele. A idade chega para todos, mas o amor não acaba jamais!

terça-feira, 11 de junho de 2013

VOCÊ SABIA??? A importância do rabo na comunicação canina

 

 

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Você sabia que o rabo é fundamental para o cão se comunicar?

Pesquisa realizada na Universidade de Victoria, Columbia Britânica em 2008 enfatiza o impacto da amputação do rabo na comunicação canina. Usaram um cão robô que o rabo podia ser movimentado por controle remoto. Ao colocar o robô perto dos cães, os cientistas notaram que quando o rabo mecânico abanava os outros cães se aproximavam para interagir e quando o rabo se mantinha ereto os cães o evitavam. Após essa avaliação inicial os cientistas substituíram o rabo original por um amputado. Quando o robô foi solto os outros cães se aproximavam com cautela mesmo se o rabo estivesse parado ou em movimento.

Mesmo sendo um cão robô pode-se perceber que o movimento que o cão faz com o rabo é de suma importância para garantir sua intenção e expressar seu nível de satisfação.

Entenda os movimentos que seu cão faz com a cauda.

Alegre: a cauda balança junto com o traseiro do cão
Satisfeito: a cauda executa movimentos mais curtos e lentos
Confuso: a cauda balança em baixa velocidade
Excitado: a cauda fica ereta e vibra muito rapidamente
Atento: a cauda fica imóvel e erguida podendo também executar movimentos curtos e rapidos
Relaxado: a cauda fica pendente
Amedrontado: a cauda se posiciona entre as pernas, tapando o anus
Dominante: cauda erguida e ereta
Submisso: cauda entre as pernas ou movimentando rapidamente somente a ponta

Veja outras posturas e seus significados:

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=388701257902552&set=a.379769868795691.1073741833.359954727443872&type=3&theater

Uma pesquisa, publicada na edição de 20 de março da revista Current Biology, referente ao movimento que os cães executam com o rabo desvendou algo muito curioso. Quando os cachorros reconhecem algo como positivo e satisfatório tendem a abanar a cauda para o lado direito e quando avistam algo desconhecido abanam para o lado esquerdo.

Veja a imagem:

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=388701217902556&set=a.379769868795691.1073741833.359954727443872&type=3&theater

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=388701234569221&set=a.379769868795691.1073741833.359954727443872&type=3&theater

O Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV) proíbe cirurgias mutiladoras com finalidades estéticas em animais. Por isso não corte o rabinho do seu cãozinho.

“Abanar o rabo é um gesto eminentemente social. De certa forma, ele desempenha as mesmas funções que um sorriso humano.” Stanley Coren

Pense nisso!

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Qual o cão ideal para você?

 

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Cachorro não é como objeto, que se compra depois enjoa, joga fora ou deixa num canto, nem como carro, que se pode fazer um teste drive (para algumas pessoas são, infelizmente). Cães que são agitados de mais, calmos de mais, que latem demais ou nada latem vieram com defeito? Incomodam? E quando as pessoas querem um cão de guarda e percebem que ele não demonstrou essa “afinidade”? Devolvem e trocam por outro? É o que se ouve de alguns vendedores e o pior de tudo é que existe comprador que troca mesmo a “mercadoria”. Absurdo!

Optei por abranger esse tema para facilitar a vida das pessoas que querem um cão e que por falta de informação não conseguem se adequar corretamente a nova rotina com o recém-chegado na família, e também (principalmente) facilitar a vida dos cães que infelizmente tem todas as suas necessidades atávicas prejudicadas caso caiam nas mãos erradas, ou ainda, são abandonados.

Gosto de usar uma frase que define bem essa situação: o cão certo para a pessoa errada! Caso o seu cãozinho não estiver sendo como “sonhava”, contrate um bom adestrador comportamental e tudo entrará no eixo, ou pelo menos vai melhorar e muito.

Elaborei 6 itens que irão facilitar esse processo.

É importante antes de explanar os tópicos dizer que o cão é um indivíduo pensante e orgânico, ou seja, ele tem a sua personalidade própria, suas vontades, necessidades, e faz cocô e xixi, sim ele faz!!!

As pessoas ficam muito ansiosas, querendo que o cão aprenda todas as regras de uma só vez e não é bem assim. Por isso disponha de tempo para adaptá-lo a nova rotina, tenha paciência para que o seu cão entenda o que você quer dele, ele vai errar por isso antes de tudo saiba como educar corretamente, de forma a não prejudicar seu novo amigo.

Bom, vamos às dicas!

1- Macho ou fêmea? A maior diferença entre os dois é que macho, na maturidade, tende a fazer xixi em vários pontos (marcando território) e a fêmea entra no cio de 6 em 6 meses. Uma forma muito simples e recomendada é castrar os dois, garantindo o bem-estar do cão. Veja com o veterinário do seu pet sobre esse procedimento que além de abolir o estresse causado pelo cio, garante a prevenção de várias doenças hormonais.

2- Adulto ou filhote? Ambos passam pelo processo de adaptação ao novo ambiente, podendo durar dias ou semanas. Esse tempo é muito relativo e cães adultos como filhotes se enquadram muito bem. Os cães são indivíduos únicos, portanto não compare um com o outro, existem cães que se adaptam rapidamente e outros que demoram mais, de qualquer forma seja paciente e de tempo ao cãozinho para se enquadrar na nova rotina.

3- Aspectos físicos I: Porte (mini, pequeno, médio, grande ou gigante), é bom verificar o espaço que o cão terá para se locomover em seu ambiente. Quanto maior o espaço, maior pode ser o cão. Porém não se engane, existem cães pequenos que precisam de muito espaço e cães grandes que vivem bem em apartamento (nesse caso seria fundamental o cão sair diariamente para caminhar).

4- Aspectos físicos II: Pelagem (curto ou longo), sendo que pelos longos requerem banhos e escovações mais frequentes do que curtos. Orelhas, focinho, olhos… enfim, características mais superficiais, (particularmente esses são meros detalhes, mas tem gente que prefere cães de orelhas caídas, por exemplo). Se você tem tempo para escovar um cão peludo, ótimo! Se não, opte por um de pelo mais curto. Se você gosta de caminhar prefira um cão com focinho mais comprido, pois o cão com focinho muito curto tem dificuldade respiratória e requer atividade física baixa.

5- Função: Todo cão precisa interagir com a família, um cão jamais deve ficar privado de afeto e atenção simplesmente pelo conceito antigo de que cães de guarda não podem ser socializados. Cães não foram feitos para viver toda a sua vida, acorrentados e em canis, mas sim interagindo com todos da casa, vide a vida dos lobos, todos ficam juntos o tempo todo. Portanto se você quer um cão que seja também um auxiliar na guarda de sua casa lembre-se disso: adestramento + carinho + socialização, sempre!

6- Energia (esse é o  mais importante): Primeiro passo, como é a SUA energia: Alta, média ou baixa. “Mas o que isso quer dizer Marina????”….Muito simples…você gosta de sair pra correr, divertir, está sempre disposto = ALTA; ou tem dia que você não está muito animado, as vezes faz algum exercício sem compromisso = MÉDIA e por fim….você adora um sofá, televisão, dormir, ver filme em casa = BAIXA. Parece engraçado, mas é a forma mais didática que encontrei para exemplificar níveis de energia, já que isso vigora nos cães também. Algumas raças exigem mais gasto energético, caminhadas, corridas já outras somente uma voltinha na rua é suficiente. Lembrando que todo cachorro precisa caminhar, a diferença é que alguns necessitam mais e outros menos.

Esse item é o mais importantes, pois requer uma pesquisa minuciosa sobre o temperamento do cão (tanto dos SRD`s – sem raça definida, como os de raça) e também sobre as necessidades particulares da raça, ou seja, é um cão que requer exercício físico ou é um cão que não pode exagerar nas atividades. Conheça o cão que você deseja ter, conheça sobre as necessidades particulares dele e veja se você se encaixa na vida desse cão e não o contrário.

OBS.: Esses 6 itens são apenas para orientação e direcionar melhor as pessoas. Lembrando que o cão ideal é esse que está ai do seu lado, que te recebe sempre com alegria e que te faz companhia, o cão ideal é o fruto da sua criação. Portanto se ele apresenta algum comportamento que não te agrada, reflita e veja onde você falhou, se mesmo assim não conseguir entender o que houve contrate um adestrador comportamentalista para ajudar.

Cabe a cada um de nós termos a sensibilidade de buscar o futuro “melhor amigo” não com base em testes, tabelas, ou unicamente pela beleza física do cão, mas sim por AFINIDADE. Não é possível, entre os homens e também entre os animais, “selecionar” e “comprar” lealdade, fidelidade e amor. Isso vem com a empatia e com o tempo de intensa convivência.

Por fim, qual o cão ideal para você? Aquele que você ama, independente de tudo. Não existe perfeição, não existem donos perfeitos.

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Cães exigentes na hora de comer.


Quem nunca ouviu ou até mesmo falou: “Meu cachorro enjoa da ração e tenho que ficar sempre trocando.” Conheço muitos proprietários que relatam ter esse problema, estressando tanto o dono quanto o animal.

 

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As pessoas desconhecem a informação de que os pets não sentem necessidade de alterar o cardápio e nem é saudável para eles essas mudanças constantes. Trocar frequentemente o sabor e a marca da ração é um comportamento típico do dono, imaginando que seu cãozinho necessita sempre variar de ração.


Quando o dono troca a ração o cão certamente vai se interessar mais pela novidade do sabor e cheiro. Esse período dura alguns dias e semanas podendo fazer o cão comer mais do que estava acostumado. Porém depois desse tempo o cão volta a comer normalmente a mesma quantidade de antes, causando a ilusão que enjoou da ração.


Já na primeira mudança de ração o dono estará condicionando o cão a sempre exigir algo novo como recompensa para esse comportamento de não comer a ração antiga. Com o passar do tempo esses cachorro ficará muito exigente e seletivo.


Nesse caso qual atitude tomar?
1- Primeiramente o dono deve entender e reconhecer que o cão criou esse hábito seletivo pela forma como foi educado.
2- Não ceder se o cão se recusar a comer a ração.
3- Ter paciência com o cão para ele se adaptar a nova rotina.
4- Oferecer alimentos com palatabilidade alta, utilizar de rações fabricadas com fontes nobres, ou seja, bem nutritivas.
5- Colocar a vasilha de refeição do seu cão longe de onde ele faz suas necessidades.
6- Manter uma rotina fixa de horários para as refeições. Cães adultos comem 2 vezes ao dia. Após oferecer comida ao cão é ideal esperar 20 minutos para retirar o comedouro, mesmo se houver sobras, retornando com ele somente na próxima refeição. Deixar a ração exposta faz com que ela perca sua palatabilidade e nutrientes.
7- Se em 20 minutos seu cão não comeu nada, ou comeu pouco, não diga nada e simplesmente retire a ração retornando somente no próximo horário de refeição. Em alguns dias ele irá entender sobre a rotina de horários.
8- Jamais obrigue o cão a comer. Coloque o pote de ração para ele e não fique falando e insistindo com o cão. Essa insistência só piora o quadro.
9- Uma dica interessante é molhar sua mão na água e misturar a ração com sua mão molhada. Pelo fato do seu cheiro ficar na comida o cão sentirá mais atraído.
10- Espere o cão terminar de comer para dar carinho e atenção a ele.
11- No decorrer do dia, não ofereça petiscos, biscoitos, ou qualquer outra guloseima para seu cão, nesse período de treino.
12- Procure caminhar com seu cão para que ele se canse e sinta mais necessidade de repor as energias.
13- E o mais importante de tudo, tenha paciência e tolerância. Não caia nas armadilhas do seu cãozinho pedindo petiscos.

 


Seguindo corretamente as dicas certamente seu cão irá melhorar muito.
Qualquer dificuldade entre em contato com um adestrador que trabalhe na área comportamental para dar um suporte maior.

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Compulsão por comida. Como resolver???

 

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Cães que comem muito rápido podem demonstrar algumas características de personalidade como: ansiedade, estresse, competitividade e até mesmo carência afetiva.

Além dessas alterações o cão pode apresentar também distúrbios neurológicos no centro da saciedade, definido como alterações hipotalâmicas. O hipotálamo fica bem no centro do cérebro e além de muitas de suas funções também regula a fome e a saciedade.

 

Figura:

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Por apresentarem a personalidade mais competitiva cães com esse distúrbio alimentar são possessivos com brinquedos e querem atenção e carinho do dono o tempo todo.

Se você considera a carência de seu animal exagerada, fique de olho!

Outro motivo que pode estar levando o seu cãozinho a comer em grande quantidade e muito rapidamente é a Polifagia. Esse distúrbio alimentar é conhecido como fome excessiva juntamente com a ingestão exagerada de alimento, ou seja, é quando o animal come compulsivamente. A polifagia pode ser um sinal revelador do diabetes, do hiperadrenocorticismo e de outras doenças endócrinas (o que deverá ser confirmado por um exame de sangue junto ao veterinário).

Geralmente os cães que desenvolvem qualquer problema comportamental, voltado para a alimentação, convivem com mais animais no mesmo ambiente e necessitam impor sua posição no grupo. Nesse caso o cão precisa competir o tempo todo para ganhar atenção e carinho. É muito difícil um cão onde o dono não possui outro animal de estimação desenvolver esse distúrbio, porém pode acontecer, mas em uma escala bem reduzida.

É importante frisar que qualquer dessas características não condiz com a normalidade de um cão. Mesmo quem convive com vários cachorros pode usufruir de uma ótima relação entre eles, sem competitividade, desde que saiba lidar e reestruturar sua matilha.

Cães com compulsão por comida possuem problemas comportamentais sérios podendo se estender para problemas de saúde como já foi exposto no texto. Por esses motivos o trabalho deve ser multidisciplinar, entre veterinários e adestradores comportamentais, para alcançar um resultado satisfatório.

Para esse comportamento ser amenizado e até mesmo revertido é preciso que o dono modifique algumas atitudes na rotina do animal. Passarei 3 dicas importantes para a melhora do quadro, porém é de suma importância o acompanhamento presencial de um adestrador comportamental nesse caso.

1- Primeiramente devem ser estabelecidos horários para as refeições. O cão com distúrbio alimentar comerá em média de 4 a 5 vezes ao dia, sempre nos mesmos horários. Com o passar do tempo reduz-se para 3 refeições e depois 2 ao dia (cães adultos sem distúrbio alimentar comem 2 vezes ao dia). Conforme a frequência das refeições for diminuindo a porção do alimento aumentará, seguindo sempre a quantidade indicada no verso da embalagem de ração. Após o cão terminar de se saciar o pote de ração deve ser retirado e reposto somente na próxima refeição. Cães com distúrbios alimentares devem comer mais vezes ao dia para evitar que fiquem com muita fome na hora da refeição. Quanto mais fome eles ficarem pior será o comportamento, por isso divida a porção da ração em várias refeições no decorrer dia.

2- Donos que possuem mais de um cachorro, sendo que um deles apresenta esse distúrbio alimentar, não deve colocar toda a ração para o cão comer de uma só vez, conforme ele for comendo vá colocando mais ração no comedouro (respeitando a porção recomendada para a refeição), assim ele come pausadamente e não tem tempo de invadir o pote do outro cão, com o tempo diminua gradualmente até colocar a ração de uma só vez.

3- Outra dica é utilizar comedouros próprios para cães que comem muito rápido, ou colocar comida dentro de brinquedos ocos ou ainda espalhar montes de ração para o cão demorar a comer. Assim ele brinca, exercita e alimenta ao mesmo tempo.

 

Figura:

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Importante frisar que esse é um problema físico e comportamental, portanto procure um médico veterinário e um adestrador comportamental para ajudar efetivamente no caso.

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Emoções Caninas – PARTE III




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Finalizando a série de 3 artigos sobre Emoções caninas, hoje iremos falar sobre as linguagens utilizadas pelos cães para se expressarem. Relembrem os artigos anteriores:
Os cães demonstram suas vontades, anseios, desejos e sentimentos através de expressões faciais, verbais e corporais. Porém a forma como o fazem é muito diferente da nossa.
Com as imagens anexadas a seguir ficará mais fácil interpretar todos os sinais que os cães nos dão diariamente.
Compreendendo melhor a linguagem dos cães podemos educá-los de forma correta e coerente.
Expressões faciais de como os cães se demonstram ao serem submetidos a diversos desafios, podem ser vistas claramente na imagem abaixo.
Expressões vocais podem ser vistas no vídeo a seguir, onde o Zootecnista Alexandre Rossi explica um pouco sobre essa diferença nos latidos:
Para avaliar o latido é necessário observar o volume, a tonalidade, a duração, o número e a frequência de repetição. Latidos com intervalos longos de 15 segundos significa que o cão está pedindo algo, com intervalos médios de 3 segundos acompanhados de orelhas para trás o cão está comunicando que algo está acontecendo, por exemplo, se referindo a chegada de uma pessoa estranha. Latidos com intervalos muito curtos associados a rosnados e exposição dos dentes o cão está prestes a atacar. Latidos por medo o cão cola as orelhas na cabeça, mostram os dentes, esboçam um latido tremulo e eriçam o pelo.
Expressões corporais podem ser vistas nas fotos a seguir. Prestem muita atenção sempre em pontos chaves: orelhas, boca, rabo e se o cão desloca seu peso para frente ou para trás. As fotos são auto explicativas.
Agora mãos a obra e tente identificar todos esses sentimentos em seus cães. Com o tempo de prática você conhecerá mais sobre seu animal melhorando consideravelmente a ligação de afeto entre ambos.
Lembre-se que é mais fácil e saudável entender o seu cão e poder corresponder a ele do que torná-lo um humano.

ADESTRAR É TUDO DE BOM!!!!

ADESTRAR É TUDO DE BOM!!!!